Testosterona em Homens Mais Velhos: Benefícios, Riscos e Cuidados

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Testosterona em Homens Mais Velhos: Benefícios, Riscos e Cuidados

Introdução

Com o avanço da idade, os níveis de testosterona nos homens diminuem gradualmente. Embora isso seja um processo natural, muitas mudanças associadas ao envelhecimento podem se assemelhar aos sintomas do hipogonadismo, como redução de energia, libido e massa muscular. Será que a reposição de testosterona pode ajudar? Este post explora as principais questões sobre o tema, incluindo benefícios, riscos e quando a terapia é recomendada.


O Declínio Natural da Testosterona

Pesquisas mostram que a testosterona total no sangue começa a cair após os 30 anos, com uma queda mais acentuada após os 80 anos. Além disso, o nível de testosterona livre, que é a forma biologicamente ativa, diminui ainda mais. Este processo é agravado por fatores como obesidade e condições de saúde coexistentes, que podem levar à chamada hipogonadismo hipogonadotrófico.

Outro ponto importante é que, com a idade, o ritmo circadiano da testosterona se atenua. Homens mais jovens apresentam um pico natural pela manhã, enquanto em idosos esse padrão é muito menos evidente.


Quais São os Impactos da Queda da Testosterona?

A redução nos níveis de testosterona está associada a vários sintomas e condições, como:

  • Diminuição da libido e atividade sexual
  • Perda de massa muscular e força
  • Alterações de humor e depressão
  • Redução da densidade mineral óssea (osteoporose)
  • Anemia

No entanto, nem todos os homens mais velhos apresentam essas condições como consequência direta da queda hormonal. Um pequeno percentual pode apresentar sintomas significativos, caracterizando o chamado “síndrome de testosterona baixa.”


Quem Deve Fazer o Teste de Testosterona?

Os testes de testosterona não são realizados rotineiramente em homens mais velhos. Contudo, aqueles com sintomas como baixa libido, fadiga, anemia inexplicada ou redução da densidade óssea devem ser avaliados. O diagnóstico envolve:

  1. Teste de testosterona total no sangue, realizado pela manhã, em jejum.
  2. Repetição do teste para confirmar os resultados.
  3. Medição de outros hormônios, como LH e FSH, para determinar se o problema é primário (nos testículos) ou secundário (no hipotálamo ou hipófise).

Terapia de Reposição de Testosterona: Benefícios e Riscos

A reposição de testosterona é indicada apenas para homens com níveis consistentemente baixos e sintomas claros de hipogonadismo. Os benefícios incluem:

  • Melhora na função sexual, incluindo desejo e desempenho.
  • Aumento da densidade óssea e redução do risco de fraturas.
  • Melhora do humor e redução de sintomas depressivos.
  • Aumento da força muscular e massa magra.

Por outro lado, existem riscos que devem ser considerados:

  • Aumento no risco de eritrocitose, uma condição em que há excesso de glóbulos vermelhos.
  • Possível crescimento de placa nas artérias coronárias.
  • Pequeno aumento no antígeno prostático específico (PSA), o que pode indicar riscos à saúde da próstata.
  • Distúrbios respiratórios, como apneia do sono.

Monitoramento da Terapia

Homens que iniciam a terapia de reposição precisam de acompanhamento rigoroso, incluindo:

  • Exames regulares de testosterona no sangue para manter níveis seguros.
  • Monitoramento do PSA para avaliar possíveis riscos à próstata.
  • Controle do hematócrito, prevenindo complicações cardiovasculares.

Quando a Reposição de Testosterona Não é Indicada?

A reposição não é recomendada para homens com testosterona baixa sem sintomas associados ou com sinais de câncer de próstata não tratados. Além disso, a terapia não é indicada como solução para problemas inespecíficos, como cansaço sem causa definida.


Conclusão

A terapia de reposição de testosterona pode trazer benefícios significativos para homens mais velhos com hipogonadismo comprovado. Contudo, é essencial uma avaliação criteriosa e acompanhamento médico contínuo para evitar riscos potenciais. Antes de iniciar qualquer tratamento, consulte um especialista para discutir as opções, os benefícios e os riscos associados.

Fonte: Uptodate

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